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Pedras do Brasil
Vitória ES, Brasil, ISSN=1677-034X
Divulgação da ciência e tecnologia de rochas ornamentais nas escolas de primeiro e segundo graus para motivar o futuro crescimento do setor

Akihisa Motoki*, Thais Vargas*, José Luiz Peixoto*,
Lóris Lodir Zucco**, Mauricio Santos*
*DMPI/FGEL/CTC/UERJ, **CTUR/UFRRJ

    O projeto de extensão, intitulado “Rochas ornamentais, um estudo para o ensino fundamental”, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, dissemina a ciência e a tecnologia de rochas ornamentais para os estudantes das escolas de 1º e 2º graus com objetivo de valorizar as rochas ornamentais como materiais nobres de construção e conseqüentemente futuro crescimento do mercado.


Introdução

    Nas últimas anos, a produção dos granitos e mármores nas pedreiras e o processamento destes nas fábricas cresceram notavelmente, bem como sua aplicação na construção civil. No século XXI, as indústrias de rochas do Brasil estão expandindo seu mercado para o exterior. Este sucesso é atribuído a introdução de equipamentos de tecnologia de ponta, que possibilitam a qualidade de corte e polimento exigida pelos compradores dos países economicamente desenvolvidos.
    Por outro lado, as rochas ornamentais são importantes também para os ensinos curriculares dos cursos universitários, nas disciplinas relacionadas a petrologia, sendo aplicadas freqüentemente para finalidades didáticas. As rochas ornamentais também são excelentes materiais para serem utilizadas em escolas de 1º e 2º graus para que os alunos possam ter o primeiro contato com rochas de uso industrial.

Aula prática de Petrologia I (petrologia de rochas ígneas) na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Uma placa de Granito Vermelho Capão Bonito, de 10 x 15 cm, utilizada na aula.

    Sem dúvida, o futuro da mineração e atividades industriais de rochas ornamentais dependerá de sua divulgação para as novas gerações. As atividades educacionais objetivando a divulgação da ciência e tecnologia das rochas ornamentais é fundamental para valorização das rochas e para promover o desenvolvimento sustentável.
    Com base nesta idéia, foi criado um projeto de extensão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro intitulado “Rochas ornamentais, um estudo para o ensino fundamental” (SR-3/UERJ, número de processo 46904). Este artigo apresenta os resultados e desenvolvimentos atuais deste projeto.

Metodologia

    As amostras de rochas ornamentais coletadas nas pedreiras e nas industrias são submetidas à observação macroscópica e descrição microscópica. Depois da observação, eles são cortados em pequenas placas por serras diamantadas em dimensões de 3cm x 3cm x 0.5cm. São fixados vários tipos de rochas por um adesivo em folhas de papel A4. Essas, “cartelas mostruários”, são preparadas para distribuição.

Rochas ornamentais cortadas, a matéria prima para cartelas mostruários.

Produtos, as cartelas mostruários para distribuição.

    O trabalho acima citado é executado no laboratório petrográfico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. As cartelas mostruários são distribuídas nos congressos educacionais e eventos de extensão universitária. Eventualmente, são enviadas via correio para as escolas de 1º e 2º graus. A confecção e distribuição destas chapas são realizadas pela equipe composta de estudantes de graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
    O grupo da extensão possui duas outras funções: uma é a divulgação de conhecimentos sobre rochas ornamentais pouco conhecidas, tal como o Basalto da Serra Gaúcha da região sul do Brasil, e uma outra é o desenvolvimento da tecnologia relacionada a rochas ornamentais, como a classificação de rochas ornamentais por meio da especificação digital de cores.

Publicações internacionais do grupo sobre rochas ornamentais.

Resultados e produtos

    Durante o período de 1999 a 2005, o presente projeto tem produzido um total de 36 artigos, apresentações, orais e escritas, de pôsteres, 9 publicações em revistas periódicas, 16 apresentações em congressos e 11 exposições em eventos locais. Entre eles, o artigo publicado no Journal of Geological Society of Japan (em Japonês), Mineralogical and Petrological Sciences (Japonês), Litos (Espanhol), L’Informatore del Marmistas (Italiano) são destacados. Entretanto, os trabalhos publicados e as apresentações orais em língua Portuguesa sobre a inovação da tecnologia ainda são poucos. Os produtos acima citados são expostos na internet e estão em constante construção, manutenção e atualização:

http://rochasornamentais1.tripod.com, http://geocities.yahoo.com.br/rochasornamentais.

    A universidade tem duas importantes funções, desenvolvimento da ciência e sua divulgação ao público. Em comparação com o desenvolvimento cientifico, a divulgação por meios de educação popular e atividades de extensão não é fácil. Neste sentido, as equipes universitárias de pesquisa precisam dar uma maior atenção à divulgação científica. Presença física dos pesquisadores nos eventos possui uma função social importante, sendo diferente dos trabalhos publicados em boletins de congressos e revistas científicas.
    No caso do setor de rochas ornamentais, a equipe universitária deve não somente desenvolver as pesquisas básicas em petrografia, mineralogia, geoquímica, geocronologia, petrogêneses, analises econômicas, estatísticas comerciais, catálogo de rochas ornamentais, etc., como também, promover a ciência de material e estudos aplicativos de rochas ornamentais com a colaboração de engenheiros e industriais, aprimorando o controle de qualidade levando em conta possíveis impactos ambientais.
    A disseminação da ciência das rochas ornamentais e tecnologia relacionada nas escolas de 1º e 2º graus promoverá o futuro crescimento do mercado, além do desenvolvimento do setor de produção, distribuição e aplicação e conseqüente aumento do consumo. As atividades da extensão universitária possuem uma importância fundamental para realizar esse processo.