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8º Simpósio de Geologia do Sudeste
Novembro de 2003, São Pedro, SP.

Classificação de rochas ornamentais por meio de medida quantitativa de cores com o auxílio de scanner

Akihisa Motoki*, Thais Vargas*, Lóris Lodir Zucco**, José Luíz Peixoto Neves*, Manuela da Silva, Aline Freitas, Dean Pereira de Mello
* DMPI/UERJ, **CTUR/UFRRJ
Bol. Res. 8º Simpósio de Geologia do Sudeste, 197. Apresentação oral.
Resumo

Para controle de qualidade de alto nível para rochas ornamentais, sobretudo para produtos de exportação, estabelecimento do método de medida quantitativa de cores é de importância fundamental. Esta tecnologia com base no scanner e computador pessoal vem sendo desenvolvida por autores junto com software original e, chegou ao primeiro estágio de aplicação prático. Sendo diferente de fotoespectrômetro de reflexão, o método de scanner possibilita a medida quantitativa de cores desde objeto pequeno de tamanho submilimétrico até uma chapa cortada de rocha ornamental. A aplicação experimental da referida técnica possibilitou classificação provisória de rochas ornamentais por meio de medida quantitativa de cores.

O scanner captura imagem digital das amostras de rocha a serem medidas em modo true colour (24 bits). O software original Wilber analisa informações do arquivo do bitmap da área manualmente selecionada pelo operador e, calcula média e desvio padrão dos parâmetros colorimétricos do sistema RGB, HSB, XYZ e x-y. As cores do mineral e de rocha total são geralmente pouco nítidas e altamente heterogêneas em comparação com objetos artificiais, animais e plantas. Este fator dificulta a medida de cor, sobretudo no caso de rochas de granulometria grossa.

Para resolver este problema, foram realizadas centenas de ensaios experimentais, chegando as seguintes conclusões. A resolução óptica recomendada para cor de minerais é 150 dpi e, de rocha total, 75 dpi. Os parâmetros H (hue, tonalidade) e S (saturation, nitidez) do sistama HSB são convenientes para expressar as cores medidas. O sistema RGB não é recomendado para este objetivo por causa do forte efeito de reflexão aleatória.

Por meio do parâmetro S, rochas ornamentais e semi-ornamentais são classificadas em categorias altamente colorida (S>10.0, como Granito Vermelho Itu, S=15.1), colorida (8.0<S<10.0, Mármore Amarelo Aurora, S=9.3), pouco colorida (6.0<S<8.0, Granito Mesquita, S=6.4), ligeiramente colorida (4.0<S<6.0, Granito Rosa Campo Grande, S=5.4) e escala de cinza (S<4.0, Granito Cinza Andorinha, S=2.5). O parâmetro B (brightness, clareza) classifica eficientemente as rochas de escala de cinza em categorias de cor preta (B<25, Granito Preto Tijuca, B=21.8), cinza escura (25<B<55, Ardósia Cinza, 42.3), cinza clara (55<B<85, Granito Cinza Andorinha, B=63.7) e branca (B>85, Mármore Branca Cintilante, B=91.2). As rochas altamente coloridas são classificadas por meio do parâmetro H em vermelho (0°<H<20°, Granito Vermelho Itu, H=19.3), laranja (20°<H<40°), amarelo (40°<H<60°, Mármore Bege Bahia, H=40.5), etc.

Conforme o parâmetro S, sodalita sienito, tal como Granito Azul Bahia (H=288.7, S=3.1, B=40.1), e charnockito, como Granito Verde Butterfly, são classificados como rochas de escala de cinza. Entretanto, recomenda-se excepcionalmente que estas sejam classificadas pelo parâmetro S, devido a que o preço do mercado é altamente relacionado à nitidez da cor destas rochas.

A classificação por categorias por meio dos parâmetros de cor aqui apresentada é baseada nas leis de experiência e avaliação qualitativa do mercado e, portanto não há sentido de aplicação rigorosa. Os limites de cada categoria poderão ser modificados conforme tendências do mercado. Além disso, a classificação de rochas verdes e azuis deve ser considerada com maiores detalhes.